Eu pensei em parar aqui e relatar como foi ontem, o aniversário de um ano da morte da minha avó, mas isso aqui não é um diário e eu não sou obrigada a escrever tudo o que se passa no meu dia aqui. Eu escrevo aqui o que não posso ou não quero contar pra ninguém, e eu conversei sobre minha avó ontem com a Emy (HA o nome pegou! O nome verdadeiro dela é muito mais bonito, tho) e não sinto que preciso falar mais do que falei com ela ontem. Hoje conversamos sobre minha falecida prima também, de manhã descumpri uma promessa e amanhã viajarei para um lugar onde não terei internet. Tudo isso somou e eu estou me sentindo péssima.
Estou fazendo as malas para passar o natal em Brasilia e de lá ir para Caldas Novas, passar o ano novo, com grande parte da família da minha mãe.
Não quero ir porque não quero ficar sem internet. Não quero ficar sem internet porque não quero ficar longe de Emy. Não quero ficar longe de Emy porque eu sinto que ela precisa muito de mim agora e porque estamos na época do natal, e eu preciso dela.
Eu reclamo reclamo reclamo que no primeiro natal sem minha avó todo mundo se afastou, mas tudo o que eu quero fazer agora é me afastar deles. Não quero estar com eles. Não quero comemorar o natal. Não sem minha avó. Não quero.
Fiquei muito feliz que todos se reuniram ontem, tho.
22 de dezembro de 2013
20 de dezembro de 2013
Eu acho que é assim que os irmãos mais velhos se sentem quando os irmãos mais novos nascem.
Você está acostumado a ser a felicidade de alguém, o motivo do viver daquela pessoa, o centro das atrações e de repente BAM tem mais alguém na jogada e você tem que dividir toda aquela atenção, aquele amor e adoração que recebias com essa nova pessoa.
As pessoas confundem isso com ciúmes, às vezes egoismo. Mas não é nenhum dos dois. A gente sente como se estivesse sendo substituído e você não quer ser substituído e você sabe que não será, mas o sentimento não muda. Porque haverão coisas e momentos em que você seria o homenageado, mencionado, o amor sentido por você será demonstrado, e agora é tudo para essa outra tal pessoa.
~deep sigh~
Não, eu não ganhei e nem vou ganhar um irmãozinho/a.
As pessoas confundem isso com ciúmes, às vezes egoismo. Mas não é nenhum dos dois. A gente sente como se estivesse sendo substituído e você não quer ser substituído e você sabe que não será, mas o sentimento não muda. Porque haverão coisas e momentos em que você seria o homenageado, mencionado, o amor sentido por você será demonstrado, e agora é tudo para essa outra tal pessoa.
~deep sigh~
Não, eu não ganhei e nem vou ganhar um irmãozinho/a.
18 de dezembro de 2013
My best friend is heartbroken and I can't help
Sigh~
Don't sigh :c
It's alright
So why did you sigh?
Because it's not
I know
Sigh~
Sigh~
I hate it. I hate have a not-talking-time with someone who is miles and miles away from me.
A hug would make everything easier. In a not-talking-time you don't talk, you just hug and be there. in silence.
I CAN'T HUG SOMEONE BEEING MILES AWAY FROM HER and beeing in silence is awkward URGH
I hate this
Don't sigh :c
It's alright
So why did you sigh?
Because it's not
I know
Sigh~
Sigh~
I hate it. I hate have a not-talking-time with someone who is miles and miles away from me.
A hug would make everything easier. In a not-talking-time you don't talk, you just hug and be there. in silence.
I CAN'T HUG SOMEONE BEEING MILES AWAY FROM HER and beeing in silence is awkward URGH
I hate this
14 de dezembro de 2013
Eu sou um abismo
“Eu não estou triste, não é saudade. É algo mais complexo, é abismo, é escuridão, não é bonito, me prende, me suga, me impede. Esta é a grande parte, e isso é o que sou de verdade, o lance não era pra abrir o coração? Então, este é o meu. Aliás, quando a gente abre o coração nem tudo é água corrente, as vezes é vazio, sem vida e cheio de marcas. E lugares desse tipo sempre dão medo.”
| — | Meu nome é Ciceero, e o seu? (via involuntus) |
Fred
“O que está me machucando? A espera de alguém que eu tenho a certeza que nunca mais irá voltar. Alguém que eu não me imaginava sem. Mas a vida me obriga a conviver com essa falta, todos os dias.”
| — | Marcello Henrique. There was a guy last year. I met him online. I never saw him. I loved him. He left me. I miss him. So much. |
I am sad and my best friend is happy
I am sad and my best friend is happy e eu não quero estragar a felicidade dela então eu tô escondendo meus sentimentos e tudo o mais, só que eu tô com medo de que eu vá ter outra crise e explodir de novo e... tudo fique pior. Eu realmente preciso dela agora. E eu não sei se é culpa minha ou não, mas ela não se tocou disso ainda.
Eu também não sei o que eu tô fazendo aqui. Ninguém conhece essa merda, mas só de estar online é uma motivação pra escrever. Porque eu sinto como se estivesse só conversando com alguém. No word eu sinto a obrigação de escrever com a concordância certinha e numa língua só. E aqui é como se eu tivesse falando com a (............ qual foi o nome ficticio q eu atribui a ela? AAAH) Emy, mas são coisas que eu não posso ou não quero falar com ela.
O que eu acho que é traição. Porque ela me conhece do aveço e eu devia confiar nela pra falar sobre tudo isso... eu acho que mais cedo ou mais tarde eu vou conversar com ela sobre tudo o que eu escrevo aqui que não quero dizer a ela, by now, também devo dizer a ela o endereço do blog, mas não agora. Não agora porque aqui é meu refujo e se eu tiver com raiva ou tiver um segredo vai ser aqui que vou contar.
E as meninas da escola estão me matando porque são muitas festas e muitos ensaios e muitos muitos sorrisos e eu não quero nada disso, eu quero ficar em casa com meus fones de ouvido e meus livros e meu whatapp. Só. Mas eu não consigo.
E daqui a duas semanas eu vou viajar e eu não vão me deixar quieta nunca mais, e eu vou ficar 3 semanas e um dia longe e eu acho que terei internet mas nada de sentar e bater papo. E eu odeio isso. Não pelas meninas da escola, vai ser ótimo ter uma break delas, mas pela Emy porque ela vai ficar "ah volta pra casa volta pra casa volta pra casa" mas na verdade ela vai estar ótima com a crush dela! Porque é exatamente como está agora. E ela está feliz. E eu não estou. Então eu não sei se eu reclamo com ela ou não, porque eu não quero estragar a felicidade dela, mas eu preciso de um ombro. Eu não sei.
Hoje é aniversário da minha amiga da escola que nem estuda mais na minha escola, então eu vou na casa dela. E meu pai cancelou a minha net então sei lá.
Tchau.
13 de dezembro de 2013
This is MY FAVORITE song by now, it's just so perfect
You made mistakes and you're into to deep
But now's the time
Alarm goes off, but you feel too weak
Your soul's too heavy for your feet
But now's the time
Open your eyes
And know you're free to come alive
You gotta live while you can
We only get one life
Look to the sky
Don't ever let it pass you by
You gotta live while you can
We only get one life
You lost your faith and your life is cursed
You've cried so hard inside it hurts
But now's the time
Outside the sun is coming up
Inside you think you've given up
But now's the time
Open your eyes
And know you're free to come alive
You gotta live while you can
We only get one life
Look to the sky
Don't ever let it pass you by
You gotta live while you can
We only get one life, one life
It's time to stand up and fight
It's time for make it right
We only get one life, one life, one life
And when it feels like a lie
I'll be your reason to try
We only get one life
It's time to stand up and fight
It's time for make it right
We only get one life, one life, one life
And when it feels like a lie
I'll be your reason to try
We only get one life
One life
Polêmico: Eu odeio o natal.
Wow faz tipo uma semana que eu não escrevo nada. Que pessoa má eu sou.
Então, estamos em dezembro. As lojas estão totalmente cheias e totalmente decoradas, os prédios brilham com coloridos pisca-piscas, as crianças estão ansiosas para a chegada do Papai Noel, os pais preocupados em montar a árvore de natal, muitas mulheres grávidas, todos felizes. É uma época mágica!
É, eu também pensava assim. O natal costumava ser meu holiday preferido.
Costumava.
Do verbo não costuma mais. Desde o ano passado.
A minha avó passou o mês de dezembro de 2012 inteiro no hospital, todos os meus tios falavam sobre como ela iria sair antes do natal, minha mãe e minha madrinha planejavam como iriam fazer a ceia no quarto do hospital, eu acreditava que ela ia ficar bem, e aí no dia 19 minha mãe diz com toda a tranquilidade que não tinha jeito. NÃO TINHA MAIS PORRA DE JEITO NENHUM DO CARALHO E ELES AGIAM COMO SE ESTIVESSE TUDO BEM/! NÃO TAVA BEM! NADA BEM!
Mas aí dia 21 e 22 era a formatura da minha prima em SP e lá fui eu e meu pai - porque minha mãe quis ficar com minha avó - dia 21 de manhã enfrentar 6 horas de estrada pra chegar atrasada na colação de grau da minha prima e ir embora logo depois porque minha avó morrera.
É.
Desnecessário.
O natal, pelo menos, eu esperava ser na casa da minha madrinha como sempre, eu esperava que todos os meus tios iriam, eu esperava as palhaçadas do meu tio e esperava abraçar meu primo. E eu não tive nada disso. Foi a pior noite do ano.
O ano de 2013 passou tão rápido que eu não consigo acreditar que já é natal de novo. E eu vejo todas aquelas pessoas sorridentes na rua e eu quero gritar. Gritar pra elas que elas não podem ser felizes no aniversário de morte da minha vó. Quero gritar que elas não podem ser felizes enquanto eu estou triste. Quero gritar e gritar e gritar até ser forçada a parar pelos soluços e até não conseguir enxergar nada por culpa das lagrimas. E então eu quero sentar e só chorar. Só isso. Só chorar.
E eu quero que a minha mãe se de conta que eu não gosto mais do natal. Quero que ela pare de implicar pra eu colocar a decoração de natal no meu quarto. Quero que ela me deixe com a minha dor. Se ainda é uma data mágica pra ela, ótimo! Mas não é pra mim.
A minha avó adorava o natal. Ela adorava qualquer que fosse a festa! E ela adorava arrumar a casa.
Eu não quero natal sem minha avó.
Então, estamos em dezembro. As lojas estão totalmente cheias e totalmente decoradas, os prédios brilham com coloridos pisca-piscas, as crianças estão ansiosas para a chegada do Papai Noel, os pais preocupados em montar a árvore de natal, muitas mulheres grávidas, todos felizes. É uma época mágica!
É, eu também pensava assim. O natal costumava ser meu holiday preferido.
Costumava.
Do verbo não costuma mais. Desde o ano passado.
A minha avó passou o mês de dezembro de 2012 inteiro no hospital, todos os meus tios falavam sobre como ela iria sair antes do natal, minha mãe e minha madrinha planejavam como iriam fazer a ceia no quarto do hospital, eu acreditava que ela ia ficar bem, e aí no dia 19 minha mãe diz com toda a tranquilidade que não tinha jeito. NÃO TINHA MAIS PORRA DE JEITO NENHUM DO CARALHO E ELES AGIAM COMO SE ESTIVESSE TUDO BEM/! NÃO TAVA BEM! NADA BEM!
Mas aí dia 21 e 22 era a formatura da minha prima em SP e lá fui eu e meu pai - porque minha mãe quis ficar com minha avó - dia 21 de manhã enfrentar 6 horas de estrada pra chegar atrasada na colação de grau da minha prima e ir embora logo depois porque minha avó morrera.
É.
Desnecessário.
O natal, pelo menos, eu esperava ser na casa da minha madrinha como sempre, eu esperava que todos os meus tios iriam, eu esperava as palhaçadas do meu tio e esperava abraçar meu primo. E eu não tive nada disso. Foi a pior noite do ano.
O ano de 2013 passou tão rápido que eu não consigo acreditar que já é natal de novo. E eu vejo todas aquelas pessoas sorridentes na rua e eu quero gritar. Gritar pra elas que elas não podem ser felizes no aniversário de morte da minha vó. Quero gritar que elas não podem ser felizes enquanto eu estou triste. Quero gritar e gritar e gritar até ser forçada a parar pelos soluços e até não conseguir enxergar nada por culpa das lagrimas. E então eu quero sentar e só chorar. Só isso. Só chorar.
E eu quero que a minha mãe se de conta que eu não gosto mais do natal. Quero que ela pare de implicar pra eu colocar a decoração de natal no meu quarto. Quero que ela me deixe com a minha dor. Se ainda é uma data mágica pra ela, ótimo! Mas não é pra mim.
A minha avó adorava o natal. Ela adorava qualquer que fosse a festa! E ela adorava arrumar a casa.
Eu não quero natal sem minha avó.
6 de dezembro de 2013
Coluna #HP
Como fã de Harry Potter que eu sou, eu vou fazer uma coluna com curiosidades toda semana (wow esse bagulho aqui tá ficando ativo)
Coluna Curiosidades Harry Potter
Você sabia...
Há 3 meses de começar as filmagens de A Pedra Filosofal e 9
meses depois de começar as seleções dos atores, eles ainda não tinham um Harry.
Uma noite, Steve Kloves e David Heyman foram ao teatro
relaxar. Quando chegaram a seus acentos, David notou um garoto de grandes olhos
azuis e um homem sentado ao seu lado no final da fileira de trás. Esse homem
era Alan Radcliffe (um agente literário por David conhecido e admirado) e, após
ir cumprimentá-lo, este o apresentou a sua esposa, Marcia, e a se filho Daniel.
As luzes se apagaram e a peça começou.
No dia seguinte, a primeira coisa que David fez foi ligar
para Alan e perguntar se ele permitiria que Daniel fizesse um teste para o
papel de Harry. Os pais de Dan concordaram que, como primeiro passo, Dan e
David deveriam se encontrar. Assim feito e depois de uma serie de testes, eles
haviam achado o Harry.
5 de dezembro de 2013
Cara eu tô realmente enjoada
Eu não sei se é tpm ou se é o final do ano que tá me aborrecendo, mas eu tô irritada com T U D O!
Mas me diz: qual é o problema de querer o bem pras suas amigas? E qual é o problema de se preocupar com a saúde delas? Porque eu não posso fazer isso que viro a vilã da história.
Meu que raiva! Eu não posso fazer nada, falar nada, reagir a nada que o bagulho pega fogo.
Eu desisto. I give up.
Eu não vou mais atrás de ninguém, não vou me preocupar, não vou mandar mensagem, não vou ligar, não vou chamar no chat nem marcar em postagem nenhuma. Eu vou assistir minhas series e filmes todos os dias o dia todo e vou ficar longe do celular, e se quiser falar comigo que chame. E se quiser que eu volte a ser como era antes que mereça que eu me sacrifique a isso.
Ou espere o dia em que eu vou deixar de ser vingativa e volte toda melosa no whatsapp.
...
...
Eu deixar de ser vingativa...! Parece até piada!
~ It's alright okay without you I won't be sorry ~
Mas me diz: qual é o problema de querer o bem pras suas amigas? E qual é o problema de se preocupar com a saúde delas? Porque eu não posso fazer isso que viro a vilã da história.
Meu que raiva! Eu não posso fazer nada, falar nada, reagir a nada que o bagulho pega fogo.
Eu desisto. I give up.
Eu não vou mais atrás de ninguém, não vou me preocupar, não vou mandar mensagem, não vou ligar, não vou chamar no chat nem marcar em postagem nenhuma. Eu vou assistir minhas series e filmes todos os dias o dia todo e vou ficar longe do celular, e se quiser falar comigo que chame. E se quiser que eu volte a ser como era antes que mereça que eu me sacrifique a isso.
Ou espere o dia em que eu vou deixar de ser vingativa e volte toda melosa no whatsapp.
...
...
Eu deixar de ser vingativa...! Parece até piada!
~ It's alright okay without you I won't be sorry ~
I'm about to break in a million pieces
Então eu to meio que fria com a minha melhor amiga esses dias. Não é de propósito. I'm just overeacting.
Overeating é tipo reagir.
Por que diabos eu tô reagindo?
Bem, porque eu tô magoada. Eu cansei.
Eu fui a amiga que ouve e dá conselhos por semanas. Fiz "awnts" nos momentos certos, respondi de forma adequada, fui gentil e não demonstrei ciúmes em momento algum. E eu tava really feliz por ela, sabe? Ela tá muito feliz com essa garota e tals. Mas daí eu caí na tentação de ir fuxicar prints do mês passado (foi mês passado? sei lá, de uns tempos atrás) e eu explodi.
Deixe-me expor a situação antes, querido amigo imaginário: Minha melhor amiga é virtual, mora (h)a milhares de quilomêtros de mim e está apaixonada. Por uma garota. É, uma garota apaixonada por uma garota. E eu levo isso numa boa. Portanto é melhor que não tenhas nenhum preconceito u.u (lol és minha imaginação, é obvio q não tens preconceito genius)
Well, eu converso diariamente com minha melhor amiga e desde que ela se descobriu apaixonada nós tivemos alguns conflitos porque eu fiquei com ciúmes.
Tá, isso é o quão ciumenta eu sou:
Overeating é tipo reagir.
Por que diabos eu tô reagindo?
Bem, porque eu tô magoada. Eu cansei.
Eu fui a amiga que ouve e dá conselhos por semanas. Fiz "awnts" nos momentos certos, respondi de forma adequada, fui gentil e não demonstrei ciúmes em momento algum. E eu tava really feliz por ela, sabe? Ela tá muito feliz com essa garota e tals. Mas daí eu caí na tentação de ir fuxicar prints do mês passado (foi mês passado? sei lá, de uns tempos atrás) e eu explodi.
Deixe-me expor a situação antes, querido amigo imaginário: Minha melhor amiga é virtual, mora (h)a milhares de quilomêtros de mim e está apaixonada. Por uma garota. É, uma garota apaixonada por uma garota. E eu levo isso numa boa. Portanto é melhor que não tenhas nenhum preconceito u.u (lol és minha imaginação, é obvio q não tens preconceito genius)
Well, eu converso diariamente com minha melhor amiga e desde que ela se descobriu apaixonada nós tivemos alguns conflitos porque eu fiquei com ciúmes.
Tá, isso é o quão ciumenta eu sou:
O post não é meu, mas se encaixa perfeitamente na minha vida.
E a minha melhor amiga é minha. Vamos chamá-la de Emy, okay? Okay.
Então, A Emy tem vicio em dizer "i don't care" e eu costumava responder "I LOVE IT", mas aí essa música tocou durante um momento constrangedor da minha vida e eu parei com esse hábito. Uma ou duas semanas depois de eu oficialmente parar (cá entre nós, eu não tenho o minimo senso de tempo, então isso aí é totalmente hipotético) com isso, nós estávamos a conversar de boas e ela tava a falar da paixonite dela e chegamos no seguinte dialogo:
Cara ela deve ter falado na maior inocência do mundo, mas machucou, sabe? Porque era algo que EU fazia, era algo meu e dela, nosso. E de repente não é mais. Do nada é de outra pessoa e ela não tá nem aí, sabe? E o pior de tudo é que eu disse, mas ela deve ter levado na brincadeira. E eu fiquei chateada com isso.
É uma coisa minima, mas que importa pra mim. É igual dormir sem dizer boa noite, a gente teve uma discussão porque ela normalmente cai no sono e me deixa falando sozinha e eu odeio falar sozinha e odeio quando não me dão atenção e odeio quando não me dizem boa noite. Mas enfim, eu não fiquei com ciúmes - talvez só um pouquinho - pela garota usar a mesma frase que eu, eu não fiquei com ciúmes por nada! Eu fiquei chateada pela Emy não ver nada demais nisso, por ela ignorar, me tratar como se eu não tivesse a importância que sei que tenho pra ela, sabe? Quando ela mandou "podes ficar com o i love it" foi como se ela dissesse "ah já que a minha paixonite não usa mais, você pode usar, porque ela vem em primeiro lugar, você fica com as sobras porque ela é mais importante e eu não me importo com o que vc acha, pensa ou sinta sobre isso". E foi por acreditar que a intenção dela não passou nem perto disso que eu não insisti, eu meio que esqueci a história (eu tirei print pq fiquei indignada na hora e tinha a intenção de mostrar pra ela no futuro - não, não mostrei).
Um tempo atrás eu enchi o saco pra ela criar uma conversa em grupo pra eu poder falar diretamente com uma amiga dela (pq eu já mandava recadinho pra ela e ela pra mim através da Emy) e, com muita relutância, Emy montou a conversa. Por um lado foi ótimo conversar com a amiga dela, que vou chamar de.... Maria. Então, a Maria é um amorzinho, só que na conversa em grupo elas falam mais da escola do que de qualquer outra coisa então eu meio que fico deslocada. Mas o pior de tudo é ver o quão elas se divertem juntas e que elas podem estar REALMENTE juntas e eu não. Elas podem brincar e rir e ouvir a voz e as risadas uma da outra, podem se bater e fazer cosquinha e roubar livros e sentar em dupla. Enquanto eu estou a um oceano de distância e tenho que me contentar com o whatsapp. Eu fico triste por causa disso.
A gente gosta de daydreamar. Isso seria uma especie de RPG informal cheio de chamego no whatsapp que ocorre a maioria das noites. A gente normalmente só finge que tá no mesmo quarto e conversa sobre coisas profundas e awkwards e segredos e coisas assim. E... oq? segunda? Segunda ela me chamou pra daydreamar e eu, que estava arrumando os prints e tals, fiquei irritada e disse que não. Eu disse que não, bem ao estilo namorada com ciúmes (apesar de eu não ser a namorada dela) e disse para ela chamar a (nome fictício) Beatriz já que era bem ela que ela preferia. E deu nisso:
Eu acho que ela não tava a falar serio. Mas "por trás de toda brincadeira tem uma verdade" e eu fiquei mais irritada ainda porque é verdade. É verdade que a maioria das coisas que eu podia dizer que eram minhas e da Emy não são mais, porque agora são da Emy e da Beatriz. E os tais daydreams que eu e ela temos, ela preferia ter com a Beatriz. E pode parecer que são só ciúmes, mas isso não vai passar com "i'm sorry" nem com um "i love you more than her" ou qualquer coisa assim, porque não são só ciúmes. Eu me sinto como sendo a segunda opção e eu odeio me sentir assim. Principalmente nessa situação, que eu tenho fundamentos pra isso.
Depois desse dia eu comecei a responder fria e monossilabamente. Daí ontem ela resolveu que queria saber o que estava acontecendo.
Depois o assunto mudou porque ela teve um ataque de asma ou sei lá e eu fiquei preocupada e depois disso a conversa fluiu como se estivesse tudo bem, porque eu agi como se estivesse tudo bem. Mas não está.
A verdade é que realmente são minimas coisas que eu aumento e torno importante pra mim, mas ela não sabe os motivos disso tudo porque ela não consegue enxergar. Se ela parar e ler isso aqui ela vai entender, mas se ela parar e refletir sobre tudo o que me disse em 3 anos ela não vai encontrar nada errado, porque pra ela não tem nada errado. Porque ela não disse nada pra me magoar, ela me levou na brincadeira e tudo o mais. É claro que ela não entende. E se ela não entende e se ela não sabe ela não pode be sorry, ela não pode se desculpar. E eu não quero que ela se desculpe porque isso não resolve nada.
Tem também o negocio do aniversário dela, que eu fiz um texto lindo que ela amou. Fiz um poema, fiz dois desenhos a mão (EU NÃO SEI DESENHAR - foi um sacrifício) e 3 no pc e o máximo que recebi como resposta foi "awnt". Eu não duvido que ela me considere a melhor amiga dela, não duvido do amor que ela diz ter por mim, não cobro nada, não espero que ela retribua as bugigangas que eu faço pra ela porque é meu modo de demonstrar, é algo meu e ela não precisa seguir. Mas, às vezes, faz falta, sabe? Que ela faça algo meio repentino e besta pra mim.
Eu não sei se eu tô certa ou se eu tô errada. Porque eu sou exagerada e dramática e eu levo tudo aos extremos, e ela sabe disso, é assim que eu sou. Mas eu estou fazendo com ela praticamente o que faziam comigo na 1° serie: minhas "amigas" se afastavam de mim, ficavam bravas comigo e eu tinha que descobrir o porque e como reconquista-las de novo sozinha, totalmente sozinha. E era o pior sentimento do mundo.
Mas toda vez que eu penso "vou deixar tudo isso pra lá, fingir que nada aconteceu e deixar as coisas bem de novo" eu tenho vislumbres e daydrems de como seria se eu fosse até a cidade dela e passasse lá um tempo grande, e todos eles acabam com ela e a Beatriz juntas e eu me divertindo com a Maria. E eu já não sei diferenciar o que é ciúme, o que é raiva, o que é tristeza.
Então sim, eu tô brava e chateada e eu vou continuar reagindo e sendo fria. E eu vou continuar a má-la apesar de tudo. Eu disse segunda-feira: "I love you. And this will not change anything i said. And this won't change because of anything i said" and it won't.
Eu vou continuar overreating porque ainda tô me sentindo como o brinquedo que não é mais novo.
I don't even know
Meu tio disse:
“Quando se perde alguém, é como se houvesse
um deserto enorme dentro de você. E você fica perdido no meio daquele nada. É
aí que algumas pessoas se suicidam porque não conseguem ver nada naquele deserto.
A gente tem que ir ocupando esse deserto, aos poucos, com outras coisas. Até que
o que provocou esse deserto fique bem guardadinho nas lembranças.”
Deve ter sido a coisa mais bonita que já me disseram.
Eu ainda sou 80% deserto. But i’m trying.
It’s hard porque eu não tenho forças pra atingir meus
objetivos. Eu ainda estou aqui porque eu prometi, e eu cumpro as minhas
promessas, e eu sonho com um futuro perfeito que provavelmente nunca vai
acontecer, mas eu sonho.
Eu sou 20% de sonhos.
Mas eu não quero nada. Eu não quero lutar, eu não estou
disposta a tudo por isso. Eu não tenho forças nem pra levantar da cama. Eu quero
que as coisas sejam fáceis.
Ás vezes, eu caio no choro com uma desculpa esfarrapada só
porque eu tô a fim de chorar e jogar tudo pro alto. E nessas horas eu só
preciso que alguém me abrace e diga que vai me ajudar. Mas nunca tem ninguém
porque eu não permito que ninguém nunca me veja chorar.
Está calor de mais aqui, eu sinto meu corpo queimando, vei. Eu
vou explodir. Não consigo fazer mais nada por hoje (ainda são 9h horas), eu
quero frio, quero mobilidade. Odeio esse país. Odeio sol. Eu sinto como se
chamas estivessem explodindo dentro de mim e querendo sair pela minha pele, queimando
tudo. Vou pedir ao meu pai que me emancipe para eu poder morar sozinha em um
país frio.
I'm weird
Eu gosto de pensar em como seria ter um namorado. Mas mais
do eu isso eu gosto de pensar em como seria perde-lo, seja pra morte seja pra
outra garota.
Gosto de pensar em brigas dolorosas, cheias de ódio,
verdades e rancor.
Gosto de pensar em como eu reagiria com a morte dos outros e
de criar diferentes situações na minha cabeça.
Gosto de pensar em como cada uma das pessoas que eu conheço
reagiria com a minha mote: onde elas estavam quando aconteceu, como elas
souberam, por quem elas souberam, o que elas fizeram.
Gosto de pensar em dramáticos jeitos que eu possa morrer.
Gosto de pensar nas pessoas chorando, em mim chorando.
Eu gosto de pensar na dor. Mais do que de senti-la.
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