Meu tio disse:
“Quando se perde alguém, é como se houvesse
um deserto enorme dentro de você. E você fica perdido no meio daquele nada. É
aí que algumas pessoas se suicidam porque não conseguem ver nada naquele deserto.
A gente tem que ir ocupando esse deserto, aos poucos, com outras coisas. Até que
o que provocou esse deserto fique bem guardadinho nas lembranças.”
Deve ter sido a coisa mais bonita que já me disseram.
Eu ainda sou 80% deserto. But i’m trying.
It’s hard porque eu não tenho forças pra atingir meus
objetivos. Eu ainda estou aqui porque eu prometi, e eu cumpro as minhas
promessas, e eu sonho com um futuro perfeito que provavelmente nunca vai
acontecer, mas eu sonho.
Eu sou 20% de sonhos.
Mas eu não quero nada. Eu não quero lutar, eu não estou
disposta a tudo por isso. Eu não tenho forças nem pra levantar da cama. Eu quero
que as coisas sejam fáceis.
Ás vezes, eu caio no choro com uma desculpa esfarrapada só
porque eu tô a fim de chorar e jogar tudo pro alto. E nessas horas eu só
preciso que alguém me abrace e diga que vai me ajudar. Mas nunca tem ninguém
porque eu não permito que ninguém nunca me veja chorar.
Está calor de mais aqui, eu sinto meu corpo queimando, vei. Eu
vou explodir. Não consigo fazer mais nada por hoje (ainda são 9h horas), eu
quero frio, quero mobilidade. Odeio esse país. Odeio sol. Eu sinto como se
chamas estivessem explodindo dentro de mim e querendo sair pela minha pele, queimando
tudo. Vou pedir ao meu pai que me emancipe para eu poder morar sozinha em um
país frio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário